
Lembrar de cada beijo que nunca te dei
Das declarações de amor que já escrevi
E por covardia não as proclamei a ti...
Lembrar dos abraços que te dei
Pensando em sussurrar ao pé do ouvido que te amo
Mas minha inércia cerebral não permitiu...
Lembrar de cada vez que já ouvi tua voz
Reclamando dos amores que não te valorizavam
E pensar na louca vontade de te calar com um beijo...
Lembrar de tantas lágrimas que por ti derramei
Sem que você nem imaginasse o porque da minha dor
Sofri calado a desilusão, amor sem fim...
Lembrar agora que tu ama outro homem
O peito fica apertado só de te imaginar junto a ele
Saber que ele te toca, te tem por inteira, isso dói...
Lembrar sempre o teu sorriso que ilumina o meu
E perceber que está feliz ao lado dele
Isso é um espinho cravado no meu coração...
domingo, 25 de maio de 2008
Lembrar
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Amor proibido
E lá vi o céu mais estrelado
que já vislumbrei na minha vida.
Então me veio você ao pensamento...
Mais uma vez perturbadora e bela
como uma manhã de primavera,
Onde gorjeiam incansavelmente os passáros e
florescem despudoradas as flores.
Pensei em tudo que já te disse,
nos argumentos que em vão proferi.
Pois a cada dia que passa você se torna mais distante,
apenas um sonho que ainda deturpa minha alma
que já está aprendendo a conviver
com tua presença ilustre em minha vida
Ainda que esteja tão próxima,
sinto o distanciamento proveniente da saudade
Que sentes tu de tudo que deixou para trás
Quando decidiu os rumos de sua vida.
Deixando de lado a menininha que
tinha seus sonhos e ilusões, e agora cresceu
para a conturbada vida de mulher.
Que tem que enfrentar no dia-a-dia
as dificuldades impostas pela vida real
que muitas vezes despedaça sonhos de antigamente
te jogando em meio a inimigos não conhecidos antes.
Sinto em teu olhar a fragilidade
de quem sente a falta da proteção de um abraço
e de ouvir ao pé do ouvido que tudo vai dar certo,
então no silêncio da noite adormecer e
acordar com os ânimos renovados,
pela força que o amor tem a oferecer.
Queria que fosse eu a pessoa escolhida
para dar o abraço e sussurrar ao ouvido.
Mas sei que é a outro que pertence
esse coração que me fere sem querer.
Não entendo porque o destino faz isso
Porque você tinha de encontrar
o olhar dele antes mesmo de eu
poder ter o contato com esses olhos,
que tem o poder de penetrar a minha alma e mesmo sem palavras
acalentar meu coração, que vem perturbado.
Poder te abraçar e te tocar,
sentir teus doces lábios junto aos meus
para enfim poder sussurrar
em meio ao desejo e ao frenesi
as palavras que estão aprisionadas
em meu coração que padece e
chora a agonia de saber que
agora estais ao lado de outro.
Sabendo como o amor é irracional
eu ainda tenho a esperança vaga
de que um dia tu percebas quem
realmente quer te fazer feliz e te amar,
sem medo de ser feliz ao teu lado
aproveitando cada vão momento
para te dizer e demonstrar que te ama.
Agora vejo que o amor é dedicar
cada instante a quem se ama e se deseja,
vejo também que as alegrias momentâneas vividas longe de ti
não chegam a metade da alegria
que sinto ao ver teu sorriso se abrir,
iluminando meu caminho, que sem ti
está em constantes trevas e ilusões.
Sei também que isto são apenas palavras
Mas se um dia tu me deres a chance
te provarei que tudo que descrevi
nestas sórdidas e apaixonadas linhas
serão ínfimas perto de toda devoção
que a ti eu prestarei durante minha curta existência
entre os pobres mortais que
não compreendem o valor do verdadeiro amor,
e debocham do tolo apaixonado
que traz em suas palavras penas
um nome, um sentimento e um desejo
de estar e viver próximo a quem se ama.
Nem mesmo a morte, temor de quem vive
será forte o bastante para extinguir
do meu espírito essa chama que em mim arde
e expele em sua fumaça uma névoa onde vêem-se teu nome
em corações que agora se encontram partidos,
apenas na tua espera.
E esperarei que o destino, esse malazarte da vida
apronte mais uma das suas e
te coloque finalmente junto a mim,
para que tu possas desfrutar do meu amor.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Velho avô
Meu velho avô, calejado
Homem de toda a lida
Filhos e netos criou toda vida
Hoje sem a postura altiva, arqueado
Arando, plantando e colhendo
Mesmo com o peso do tempo ele não pára
E creio que por tempos ainda o fará
Contribui como pode enquanto estiver vivendo
Sabedoria acumulada sob seu cabelo alvo
Não falo de conhecimento acadêmico ou cultural
O que sabe aprendeu com o tempo, o que é natural
E por isso respeito tanto esse homem que já está calvo
Recordo com carinho e saudade
No tempo em que eu era guri
E sempre comigo ele andava por aí
Brincando no campo, lá não tinha maldade
Agora eu cresci, tomei rumo de gente grande
Não tenho seus afagos em meus cabelos
Me emociona lembrar de tanto zelo
Tenho que dizer que o amo, antes que desse mundo ele se mande
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Porque

Sinto-me estranho nesse lugar obscuro que habita minha alma.
O silêncio é tanto que ouço meu coração bater num ritmo descompassado,
Ás vezes acelerado, com a esperança de chegar à algum lugar
Outras, ficando cada vez mais lento e triste.
E nesse vai e vem dentro do meu peito eu vivo no mundo
Tendo que esconder a verdade e viver conforme a hipocrisia
Que a sociedade impõe a todos, sem excessão à regra.
Quero sair correndo em cada esquina que alcança os olhos,
Tentar encontrar abrigo contra a rotina que ataca sem piedade,
Torturando a mente dos que não se rendem à ela, como uma ditadora.
Seria ingenuidade dizer que tudo sempre acaba bem
Porque tudo acaba sempre igual, com a morte na linha de chegada
De uma corrida que não tem uma largada única e nem vencedores.
Ao fim, todos terminam sempre da mesma forma
E toda essa corrida por riquezas no planeta, é porque?
Ter dinheiro e poder para oprimir e impor o seu querer?
Ter dinheiro para gozar os prazeres terrenos?
Porque valorizamos tanto um metal dourado
Que não tem utilidade na nossa vida, apenas um adorno
Matam e morrem por um pedaço de papel verde, com valor simbólico
E porque tudo isso então?
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Crítica
Dias fatídicos passam por minha janela
Mortes, assaltos e tragédias no mundo
Impunidade segue acontecendo em Brasília
Os telejornais noticiam mais um assassinato
Nas ruas ouvem-se apelos por dias melhores
Epidemias assolam populações indefesas
O amor paterno novamente posto em cheque
Mães choram a perda de seus filhos para o vício
E eu continuo sentado na minha bela poltrona
Lendo sobre tudo isso nos jornais
Enquanto tomo uma chícara de café
Tendo por ação máxima exclamar de quando em quando:
-Quanta barbárie nesse mundo...
Mas tudo bem, isso ainda não me atingiu
Tenho emprego, boa moradia e educação.
domingo, 11 de maio de 2008
Imutável
As nuvens cinzas nublam o céu
A terra se encharca com a chuva
E eu prossigo aqui, mais um dia vai passando
Vivo, pois o tempo segue independente
Rios enchem e secam, segundo o querer da natureza
Já eu, continuo imutável no meu interior
Envelheço sim, pois os anos passam para todos
Mas digo que sigo igual, sem perspectiva
Tudo continua com seu ritmo acelerado
Casa-se, separa-se, nascem e morrem pessoas
Continuo aqui, sentado e no balanço da rede
Que apesar do seu ir e vir, não sai do lugar
Vou aqui e acolá, porém continuo pregado
E isso não pode ser o que chamam de "viver"
Porque vejo todos evoluindo ou decaindo
Só que eu estou aqui, continuo o mesmo
Que chegou nesse mundo há anos atrás
Quem sabe minha alma seja uma canção
Onde só tenha sido composto um breve refrão
Cantado por mim e que é acompanhado
Pelo triste som que sai do oco do violão?
Feliz Dia das Mães
Serei breve em dizer aqui um feliz dia das mães, à todas
Sejam já mães, estejam grávidas, sonhem com seu primeiro filho
Parabenizo-as por serem mulheres, trabalhadoras e mães
Gerar uma vida e dela cuidar, amar acima de qualquer coisa
Tirar de si o alimento para um ser pequeno e indefeso
Noites em claro pelo bem estar daquela que é a sua razõ de viver
Comemorar cada nova conquista de um filho, como se fosse sua
Apoia-lo sempre, não o deixando desistir jamais
E sempre amando, dando colo e carinho, sendo mãe.
Quero deixar aqui registrado esa singela homenagem à todas as mães.
Dizer que amo minha mãe, a senhora Claudete, e devo tudo o que sou à esta mulher forte e linda.
sábado, 10 de maio de 2008
The game

Ah, o futebol... Este esporte bretão praticado no mundo inteiro, levando multidões apaixonadas aos estádios. E no Brasil isso não poderia ser diferente, afinal somos o país do futebol, criamos craques que brilham pelas passarelas verdes no mundo todo.
Eu, como bom brasileiro que sou, também tenho paixão por este desporto trazido por Charlles Miller para o Brasil em 1895. Admito não saber de onde vem toda esse amor e loucura que toma conta quando meu time entra em campo.
Onze titulares pisando no tapete verde sagrado, que todo garoto um dia sonhou pisar. A escalação completa na ponta da língua, gritando o nome de cada titular e animando a equipe. Cantar o hino e tremular nos céus a flâmula do time. Então a bola vai para o centro do campo, todos os olhares voltados à ela, tornando-a estrela do maior espetáculo da terra. O silêncio do estádio quebrado com o silvo do apito da arbitragem, agora é para valer. Noventa minutos de pura emoção na arena futebolística.
Embaixo das traves, altivo perante o adversário ensandecido vindo em sua direção, o goleiro tem a sublime missão de impedir a meta adversária de balançar as redes. No fronte da grande área encontram-se os bravos guerreiros que param o ataque inimigo com muita valentia. No meio de campo os mestres do malabarismo com a árdua tarefa de mandar a bola ao ataque, e o fazem com um sorriso no rosto e muita arte nos pés. E lá na linha de frente está o ataque buscando dar a maior glória desta batalha e dedicá-la à sua nação.
Cada lance que empolga faz o coração disparar ainda mais, perigo na área nos faz tremer e no segundo posterior respirar aliviados. Aplausos a cada toque de bola, entradas mais fortes mostrando o vigor do jogo. No estádio a torcida não cala um instante, não deixa o time arrefecer fazendo-o ir avante.
Futebol moleque ou futebol arte no Brasil. A malevolência e o toque me voy dos hermanos. Cada país tem seu jeito de jogar, de tratar a bola. Apesar dessa diferença existe uma palavra comum à qualquer nação, independente da sua língua, cor ou credo, ela representa o momento mágico e mais esperado por todos os envolvidos, a rede balançando depois daquela linda jogada e no estádio ecoa um único grito:
-GOOOOOOOOOOOOOOOOOL!!!
Sim, caros amigos, é nessa hora que abraçamos a quem está ao nosso lado no estádio, mesmo sem saber quem é essa pessoa. As lágrimas de felicidade rolam despudoradas diante a multidão, querem ver o delírio da galera de perto. A voz também vai se perdendo, juntando-se a outras tantas que também sobrevoam o estádio. O olhar volta-se para o céu para agradecer à Deus por mais uma dádiva. O coração perde o compasso em meio ao agito da alma, também quer comemorar.
Assim, partida após partida, a emoção se renova a cada entrada em campo, a cada bela jogada, a cada gol magistral. Porque ela sempre se renova??? Não sei lhes dizer, creio que vocês também não, mas que importa isso também, eu quero é ver gol!!!
O Rappa
Eu quero ver gol
Batuque, balanço, swing, praia e carnaval
Hoje no pé do morro tem ensaio geral
Eu quero ver gol eu quero ver gol
Não precisa ser de placa eu quero ver gol
Dois dias sem dormir chega domingo de manhã,
Fica difícil passar sem um banho de mar
Tem a distância lotação, tumulto então,
Tô no favelinha, peguei fora da linha
Méier-copacabana é o bonde ideal,
No ponto final o rebu é total
Pula pela janela pro bonde é normal
Zuando no asfalto, zuando na areia
Quando chegar na água vou me acabar
Quando chegar na água jacaré o que vai dar,
Porque eu quero ver gol, eu quero ver gol
Não precisa ser de placa, eu quero ver gol(2)
Tem limão, tem mate, melancia fatiada,
O globo sal e doce, dragão chinês
Tô no rango desde as 2 e a lombra bateu
O jogo é as 5 e eu sou mais o meu
Tô com a geral no bolso garanti o meu lugar
Vou torcer, vou xingar pro meu time ganhar...
Porque eu quero ver gol eu quero ver gol
Não precisa ser de placa eu quero ver gol
Saudações tricolores deste gaúcho e gremista apaixonado!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Orgulho de ser gaúcho!!!

O orgulho de ser gaúcho é inerente a nossa compreensão. O que sabemos é que somos gaúchos, e isso nos basta. Nascer neste estado é ter de conviver com um fato por toda vida, a valentia que temos no sangue como herança farroupilha.
Discurso sobre isso com vocês porque dia 1° de maio deste ano eu estive em um festival de bandas em Porto Alegre, e a abertura do evento deu-se com Neto Fagundes (um dos ícones do regionalismo gaúcho) cantando Hino Riograndense. E só quem é gaúcho pode descrever a emoção de ouvir um coro de vinte mil vozes cantando com tanta euforia nosso hino, cultuando uma vez mais o pendão gaúcho sob intensos aplausos ao final.
Emociono-me a cada vez que ouço o hino este estado que tanto me orgulho de ser filho. Outro fato marcante foi que, após a brilhante execução do hino por parte de Neto e Paulinho Fagundes, a multidão gritava "ah, eu sô gaúcho", num coro de vozes de estremecer o pavilhão do evento.
Quiçá seja a característica mais marcante no gaúcho essa devoção e orgulho por esta terra no extremo sul brasileiro. Orgulho este nascido talvez na Revolução Farroupilha, onde lutamos bravamente contra um império que desprezava o desenvolvimento da nossa província. Mas não entremos em méritos históricos, até mesmo porque a verdade na história sempre tem o seu lado perverso, pois ela é feita por seres humanos, e assim é qualquer pessoa.
A afirmação que faço agora não deve ser tomada como afronta ou desrespeito a qualquer outro estado, mas no Brasil não há povo com mais orgulho da sua história do que o gaúcho. Vou utilizar o futebol - esporte preferido do brasileiro - como exemplo, não se vê nos estádios do país torcidas cantando o hino de seus respectivos estados, ou ainda qualquer brado que ecoe o orgulho que sentem por sua terra, estas demonstrações de civismo por parte da torcida que representa o povo somente ocorrem no Rio Grande do Sul.
Mais uma vez peço aos leitores que não se sintam ofendidos com minhas afirmações, pois elas são passionais, e como qualquer afirmação com esteio na paixão ela é carregada de muita emoção e pouca racionalização.
HINO RIO-GRANDENSE
Letra: Francisco Pinto da Fontoura
Música: Joaquim José de Mendanha
Como a aurora precursora
do Farol da divindade,
foi o vinte de setembro
o precursor da liberdade.
(Estribilho)
Mostremos valor constância
nesta ímpia e injusta guerra;
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda a terra.
Mas não basta p’ra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo;
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.
Peço que todos se manifestem, comentem sobre o texto, se concordam, se sentem tanta emoção ao ouvir o hino de seu estado sendo tocado, se sabem o hino dele. Criticas ao texto e ao layout são sempre bem vindas, desde que sejam construtivas e me façam evoluir tanto na escrita quanto na parte pessoal.
Saudações deste tricolor apaixonado por este estado e pelo imortal Grêmio Football Porto Alegrense!
"Ah, eu sou gaúcho. Ah, eu sou gaúcho. Ah, eu sou gaúcho."




